De maio para junho Oeiras teve um aumento de 212% dos casos de Covid 19

Os casos positivos de coronavírus em Oeiras tiveram aumento de 212% no mês de junho, de acordo com o levantamento feito pelo Mural da Vila com base nos boletins epidemiológicos divulgados durante os meses de maio e junho.

Durante o mês de maio a cidade registrou 57 casos de pessoas infectadas. Nos 31 dias do mês, 09 dias não tiveram registros de casos positivos e o recorde aconteceu no dia 22 de maio com 09 pessoas testando positivo.

Já no mês de junho a situação foi diferente com o número de casos crescendo a cada dia. Dos 30 dias do mês, apenas 05 não foram registrados casos da doença, e o recorde aconteceu no dia 29, quando foram registrados 29 testes positivos. Ao todo foram 178 novos casos.

O aumento foi ainda maior a partir do dia 22. A partir daí, houve uma explosão nos números sendo que a partir deste dia a cidade seguiu com números elevados de pessoas infectadas.

Ainda no mês de junho surgiram os casos mais graves da doença, com internações em UTI, com quatro pacientes evoluindo a óbito, sendo o primeiro no dia 25.

De acordo o boletim do último dia do mês, emitido pela Secretaria Municipal de Saúde, Oeiras apresenta os seguintes números:

Casos confirmados: 246
Pacientes recuperados: 100
Alta hospitalar: 20
Alta domiciliar: 80
Pacientes em isolamento domiciliar: 134
Internação em leito clínico: 05
Internação em UTI: 05
Óbitos: 04



Profissionais de saúde e pacientes de outras alas infectados

Com os casos em ascendência, outra preocupação é o número de profissionais da saúde infectados, que já passam de 70.

São médicos, biomédicos, enfermeiros, fisioterapeutas, técnicos de enfermagem, assistentes sociais, membros de equipes de serviços gerais, dentre outros.

Cresce também a preocupação com pacientes que deram entrada no Hospital Regional Deolindo Couto para tratamento de outros problemas de saúde e que foram infectados no ambiente hospitalar.

Famílias de duas mulheres que morreram no HRDC denunciaram que ambas foram admitidas naquela casa de saúde para tratar de outras comorbidades e que lá foram infectadas com o vírus. Eles afirmam que as duas passaram mais de 10 dias internadas e que não apresentavam sintomas da doença e que somente no dia em que morreram é que foram detectadas com o vírus.

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