“Saibam que o mal está entre nós”, matei para sentir o prazer diz assassino de jovem no Piauí


Ìtalo Rodrigo Nascimento, 16, foi encontrado amarrado e amordaçado dentro do próprio quarto no conjunto Teresina Sul, Zona Sul da capital. No rosto, pescoço e nuca perfurações a faca que tiraram sua vida. Não demorou muito a polícia identificou e apreendeu um jovem da mesma idade. Psicopatia? Más influências? Perversão? Como explicar a frieza e crueldade deste crime?

O homicida contou em detalhes como tudo aconteceu. Sem mostrar arrependimento afirmou que sai pra “caçar” e que não queria, com o crime atrair fama, apenas mostrar que “a presença do mal está entre nós”.

Veja os detalhes nesta entrevista exclusiva à TV Antena 10.

CF – Porque você matou o outro adolescente?

“Porque eu quis. Vontade”.

CF – Qual foi a motivação? O que você viu na vítima para cometer o assassinato?

“Vi um corpo. Praticamente um animal. Você já matou vaca, um porco, uma galinha?

CF – Então você define uma pessoa como animal que pode matar a qualquer momento?

“Sim”.

CF – Como despertou esse desejo de matar o adolescente ou outra pessoa?

“Não foi despertar. É padrão já, desde o começo. Foi só evoluindo”.

CF – Você tinha intenção de matar ele ou qualquer outra pessoa, inclusive da sua família?

“Sim, qualquer pessoa. Outros também poderiam ter sido mortos”.

CF – Como conseguiu convencer o outro garoto a ficar sozinho com você?

“Ele que se convenceu por conta própria. O que ele queria tinha que ser em um local que não tivesse nenhum familiar dele. Às vezes as pessoas vem até a mim. Às vezes saio para caçar, mas é difícil”.

CF – Como começou o contato de vocês dois?

“Acho que na escola. Estudamos 8º ano, eu acho”.

CF – Porque você amarrou a vítima?

“Porque se reagisse sairia de fora da humilhação e submissão. Então eu teria que fazer um ato mais brutal, cortar os membros, tirar os órgãos...”.

CF – Você chegou a ler livros ou pesquisar na internet para fazer algo do tipo?

“Não. Quando eu fui ver já era o que eu estava fazendo, no conceito das palavras”.

CF – Desde quanto vem esse desejo de matar?

“Não sei, não. Faz muito tempo, desde muito novo.

CF – Qual seu principal argumento para conseguir a confiança da vítima?

“Fazer ela se sentir uma pessoa supervalorizada”.

CF – Depois de matar o garoto, qual seu sentimento?

“Que aquilo não existia e fui embora, a pé para parada de ônibus”.

CF – Você teve medo de ser pego?

“Não. Eu fiz isso para poder vir para cá. Roubar, essa coisa de ladão não é comigo. Por isso o assassinato.

CF – Porque chamar atenção dessa forma?

“Não é chamar atenção. É porque tem que conhecer pessoa nova. Conhecer vocês. Fama não. Só que vocês soubessem que a presença do mal está entre nós. Entendeu”.

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